José Andrade
Acho que não existe uma linha sequer de todos os livros que escrevi que não tenha relação com minha infância. A infância é a grande fonte de tudo o que escrevo, a nostalgia é a principal matéria-prima do que escrevo. Esta declaração é de Gabriel García Márquez, escritor colombiano, morto no ultimo dia 17 de abril. Ele foi um dos principais nomes da literatura latino-americana no século 20. Publicou livros que se tornaram celebres, entre eles, Cem Anos de Solidão; o único que eu li.
Ao ler Cem Anos de Solidão
percebi o tamanho da solidão humana, que é irremediável, porém, adiável. Ao
longo da nossa vida é possível perceber que muitas pessoas vão e muitas vêm só
você fica. E essa é a intenção do livro, mostrar a solidão como algo inerente
ao ser humano, que não é necessariamente um motivo de tristeza, mas sim de
reflexão. É válido doar sua vida aos outros, apesar de tudo? Cem anos se
passam, e nada fica. Um dos melhores livros que eu li. Minha gratidão a Gabriel
García Márquez pelo legado deixado para a literatura mundial e pela
contribuição do seu livro para o meu aprendizado.
