O relógio enlouqueceu de vez o tempo e perdeu-se na confusão das horas perdidas. Precipitou-se no vácuo da hora em que a natureza troca de guarda. Perdi a hora, o sonho e o sono. Perdi inclusive a chave do camarim da tarde que dói de tão igual. O que eu não perdi foi o som da voz que badala dentro da minha alma dando norte a minha vida. Estou acertando o ponteiro do relógio e convivendo com os meus desalinhos. Foi só o tempo que errou.
