“Dentro da noite veloz, o túnel de verdes bambus se estende serpenteando, iluminando o destino dos que partem e dos que chegam. Vai correndo como um menino, abrindo passagem aos que passam, ao que passa e ao que não passa. Por dentro do túnel eu vou passando. Mas afinal o que passa e o que fica? Talvez nada seja assim tão definido. Apenas é o que estava destinado a ser. Eu só sei que as nuvens vistas de longe às vezes são indomáveis gigantes, outras vezes dóceis carneirinhos rechonchudos a distrair os anjos. Mas as nuvens vistas de perto, assim tão de pertinho, são intocáveis, indecifráveis e misteriosas como aqueles sonhos, que por puro encanto, são desfeitos pela luz da manhã. Eu sou a luz que restou no fim do túnel querendo ser a luz da manhã.”

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